Entendendo melhor as coisas e como nasceu a Quilling Do
Uma das primeiras perguntas que me fazem quando associam o curso que faço com meu trabalho com o quilling é : “ Por que você fez engenharia? ”.
Já me questionei isso inúmeras vezes, mas a Quilling Do não existiria se não fosse a engenharia.
Poderia ter escolhido veterinária, arquitetura, biologia ou mesmo medicina. Escolhi a engenharia por gostar dos números, de respostas exatas, simplistas e pelos desafios dos cálculos. Foi dentro de um Laboratório de Genética da UFMG que eu vi a possibilidade de vender cartões de quilling.
Foi Antoninino, o namorado da minha colega de sala e amiga Mariana que fez o “batismo”: “Suas coisas vão se chamar Quilling Do”. Na época, nos três rimos muito do trocadilho, mas segui em frente com a sugestão.


Fiz uma logomarca e com ela, um cartão com meu e-mail , telefone de contato e o recém criado instagram. Espalhei-o para todos meus amigos, professores, funcionários e pessoas das caronas para a faculdade que tocavam no assunto quilling. Foi ai que comecei a me sentir notada, comecei até a ter estoque de materiais para os cartões, acredita?
Com o tempo, desenvolvi minhas habilidades e comecei a fazer os quadros. Dentre os diversos presentes, um especial me marcou: eu e meus colegas de sala demos um quadro de presente para uma professora que iria entrar de licença maternidade.


A engenharia me ensinou a resolver problemas (não só os de cálculo), adaptá-los ás diversas realidades sociais e financeiras, a ter senso crítico, noção de espaço, tempo e planejamento
A UFMG me ensinou a cumprir prazos, a ser comunicativa e a conviver com todos os nichos, tipos de pessoas e com suas opiniões diferentes.
Gosto de pensar que as coisas não acontecem por acaso e por mais sutis que sejam as mudanças, foram elas que me nortearam para onde eu estou agora.
Obrigada engenharia, por me permitir despertar o quilling, e Quilling Do, obrigada por coexistir na minha engenharia.
Beijos <3